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Enquanto muitos ainda debatem sobre qual a graduação tem o melhor preparo para gerenciar as mídias sociais de uma empresa, os usuários apontam outra necessidade: a participação, a colaboração, a inserção nas empresas não apenas opinando sobre os produtos e serviços. Se mídias sociais já é um fato, uma necessidade de atuação das empresas, o crowdsourcing também está neste cenário.
Apesar de ainda falarem que o crowdsourcing é algo novo e que será uma tendência, o termo surgiu em 2006 e já naquela época Jeff Howe (que criou essa definição) indicava que era algo que já existia e que estava surgindo naturalmente. E as mídias sociais só ajudaram a alavancar isso. Alias não só elas, mas toda a usabilidade e a facilidade de acessos, também, contribuíram.
No livro “Nós somos mais inteligentes do que eu: como utilizar o poder das redes colaborativas nos seus negócios”, os autores comentam que “pela primeira vez, os humanos têm o poder de colaborar em massa, utilizando a inteligência coletiva restrita às formigas e abelhas – mas agora com o QI humano liderando o conjunto”. E é sobre esta atuação conjunta, coletiva que se trata isso tudo.
Mas o que um relações públicas tem a ver com isso?
Tudo. Se você quer saber mais sobre esse assunto vai descobrir que precisa aprender sobre inovação aberta, co-criação, inteligência coletiva, e principalmente sobre participação. Questões essas que envolvem a organização como um todo. E isso tudo acontece ao mesmo tempo em que muitas empresas ainda decidem sobre entrar ou não no Twitter e qual a próxima ação que vão fazer para impactar os clientes. O impacto está justamente na transparência, na valorização e estreitamento do relacionamento com os stakeholders. Técnicas e valores estes que um bom RP sabe muito bem da importância e como cultivar. Crowdsourcing é também do interesse de um RP, porque é do interesse da imagem da empresa.
Que tal tentar abrir a sua empresa? Ela realmente quer saber a opinião dos clientes e está preparada pra isso? Ou apenas alguns comentários no Twitter bastam pra entender a opinião generalizada do público?
Por fim, deixo um trecho do mesmo livro citado acima que acrescenta e complementa muito isso:
“Hoje, o consumidor está cada vez mais ditando as regras. Ele está dizendo a todo mundo se gosta ou detesta um produto que experimentou. Se você convidá-lo, ele também aceitará fazer algumas sugestões sobre como você pode melhorar o mundo. Amanhã ele insistirá para que você crie novos produtos que atendam precisamente o seu gosto, dizendo como ele deveria ser divulgado e distribuído e mencionado o quão bem você lidou com estas tarefas”.
Originalmente postado em 26/04/2012 - http://blogabordo.com.br/2012/04/26/crowdsourcing-relacoes-publicas/
Tão polêmico quanto mamilos, a forma como algumas empresas se comportam no ambiente digital pode gerar grandes discussões. Por exemplo, uma marca pode usar memes? E por que não?
Um meme basicamente é ‘as coisas que são utilizadas repetidamente na internet em vários contextos diferentes e que podem até ganhar um novo significado nesse processo’. Para quem quer saber mais sobre, fica a dica do Memepedia do Youpix que explica tudo.
Hoje em dia é bem comum você logo começar a usar um meme e levar ele para seu universo offline. Exemplos? “Todos chora”, “Fica vai ter bolo”, “gente diferenciada”, “Tenso”… Então, se está no meio das pessoas, faz parte da vida delas e elas gostam de compor frases utilizando essas expressões, logo, é de interesse das empresas (que analisam o comportamento dos seus públicos) saber e tentar usar de alguma forma a seu favor.
Mas e a marca precisa falar necessariamente como seu público fala para conseguir atingi-lo ou basta o bom conteúdo?
Um caso mais recente que obteve repercussão foi o Twitter de um festival de música alternativa que respondeu uma pergunta com a frase “não gata, tudo mentira”. Nesse caso o meme foi ‘criado’ naquele momento, Rosana Hermannexplica. Mas haveria necessidade de tal resposta?
O fato é que existem muitas marcas tentando ficar mais “amigas” usando termos que não condizem com suas formas tradicionais de se comunicar. No entanto, por acharem legal, ou por uma tentativa desesperada de obter mentions e a atenção do público passam a falar sem pensar em estratégia.
Para finalizar um exemplo que acho ótimo de diálogo no Twitter é do @pontofrio. Quer ver como ele usou o “Fica vai ter bolo”? Aqui e aqui. E agora, todos pensa: vale usar um meme pra dialogar com o público ou não?
Originalmente postado em 01/09/2011 - http://www.cafecomblogueiros.com.br/midias-sociais/memes-e-marcas-uma-mistura-que-pode-dar-certo/
Se por um lado a pesquisa da Folha.com indica que xingar muito no Twitter é mais ágil que utilizar um SAC, de outro temos (teoricamente) a mesma empresa agindo em canais diferentes. Ou seja, o retorno deveria ser o mesmo apenas respeitando as particularidades de cada canal. Deveria.
O mesmo fator que fez a empresa se aproximar de seus clientes e gerar confiança deverá ser transmitido em todos os canais que ela se comunica. É preciso fazer com que o usuário identifique a marca pela sua interação, pelas suas expressões, pelo seu ritmo de publicações. Pode parecer besteira, mas isso pode dizer muito a respeito da preocupação da empresa com a sua presença nas mídias sociais.
Outro ponto a considerar nessa discussão são as deficiências existentes. Se o SAC está com problemas, porque esperar que o usuário de fora perceba isso, avise e faça um estrago? Observar as demandas e as opiniões da equipe interna ainda é necessário, muito necessário.
Se a empresa não está preparada para atuar no ambiente digital deve procurar por agências e especialistas (reais, sempre consulte cases e informações antes de entregar toda uma história corporativa nas mãos de outra pessoa). Estes por sua vez, acredito, têm a missão e dever de compreender não apenas o universo dos públicos e como se comportam nesses canais, mas de entender a essência da marca e qual a mensagem final que ela quer transparecer.
Por fim, deixo as dicas do empresário Maurício Vargas (Reclame Aqui) que está na revista PEGN deste mês:
- Ouça o consumidor, mesmo quando ele não tem razão. Se o cliente reclama de algo que foi explicado em uma promoção, significa que a explicação não foi clara;
- Seja transparente. Apresente os motivos reais do problema e o que está sendo feito para resolvê-lo;
- Ofereça opções, como devolução do dinheiro ou troca, e dê autonomia para a área de atendimento resolver os casos mais frequentes.
Eu ainda completaria dizendo: nunca deixe uma brecha de longo tempo sem resposta, procure dar alguma satisfação o mais breve possível.
Originalmente postado em 20/10/2011 - http://www.cafecomblogueiros.com.br/midias-sociais/sac-nas-midias-sociais-as-empresas-estao-off-line/
Não esta não é mais uma discussão sobre quem deve fazer o que, e/ou ser social media. É apenas uma percepção e reflexão do cotidiano e do mercado.
Afinal, uma empresa estar nas mídias sociais significa que ela está disponibilizando mais uma forma de contato com seus consumidores, que ela vai ouvir, interagir, dialogar. E assim como um comercial de TV não existe sozinho, ou qualquer outra forma de comunicação não existe por si só (sem o contato/ criação/ realização/ intervenção de pessoas), as mídias sociais de empresas não se bastam sem ter pessoas por trás. Este é o analista de mídias sociais.
E gerenciar estes canais (que normalmente são mais de um) requer uma série de atribuições e habilidades. Essas características, muitas vezes, podem passar despercebidas pelas pessoas que já as possuem, já que pode ser tão comum no cotidiano. No entanto não possuí-las vai refletir muito no trabalho final, e no caso de não possuir nem 50% delas…. sua concorrência agradece.
Para chegar nestes pontos questionei alguns amigos que trabalham na área, seguidores, e como dito antes, é também uma visão sobre o cotidiano e o mercado. Além disso, considerei osposts do Israel Degásperi e do Daniel Sollero.
Entre as respostas que mais tive a mais citada diz respeito a dificuldade em conversar com os usuários, o tal relacionamento, já que os próprios usuários estão em constante mudança de perfil e de comportamento. E isso pode envolver um quê de psicologia.
Obviamente, a pessoa precisa entender muito bem e ter domínio das ferramentas que vai utilizar (Twitter, Facebook…). Mas não só isso: precisa saber identificar públicos, analisar concorrência, perceber influenciadores, fazer monitoramento, analisar e apresentar métricas, entender netnografia, entender de vendas, publicidade, marketing, mídia, design, ser um detetive (vez ou outra precisa identificar algum usuário que insiste em ser anônimo), entender de SAC, saber fazer curadoria de conteúdo relevante para o público e próprio da marca, ser planejamento (linguagem apropriada, formas de atuação, públicos que pretende atingir…), saber de promoções (regulamento, mecânicas, divulgação…), e muitas outras coisas.
Ufa, só isso? Não! Este profissional precisa estar sempre atento as novidades, tendências, ao que está sendo falado. E, a partir disso, ter análise crítica para avaliar se aquilo pode ou não ser usado pro seu cliente – memes, por exemplo, se a marca tem como objetivo utilizar o canal como RH, vai poder usar? Outro ponto: contato com blogs, tenho grandes surpresas quando falo com alguns blogueiros e eles relatam sobre como algumas agências fazem pouco caso destes canais.
Enfim, um social media precisa entender que comunicação online não é tudo, que se você está representando uma marca nestes canais é porque ela já possui um histórico, já possui uma forma de se comunicar e, consequentemente, tem outros canais de atuação. E precisa saber que em algum momento da sua atuação vai encontrar muitos dos pontos indicados acima. Faltou algo? Com certeza deve ter faltado, então, diz aí: do que um social media precisa entender?
Originalmente postado em 24/02/2012 - http://midiaboom.com.br/2012/02/24/do-que-um-social-media-entende/
Na última semana conversei com algumas pessoas responsáveis pela comunicação de empresas de diferentes lugares do Brasil. Entre várias perguntas me questionaram: “Quem deve ser a pessoa que deve cuidar das mídias sociais? Onde encontro ela? Como ela deve ser?”. Em seguida me relataram suas inseguranças de contratar ‘qualquer pessoa’ e da dificuldade de achar um perfil mais apropriado.
Devido a questões de tempo a conversa não pode se estender, mas uma coisa se tornou clara: existem muitas pessoas querendo contratar e muitas pessoas querendo atuar nessa área (com ou sem muito profissionalismo). O problema é que, aparentemente, os profissionais não estão sabendo se apresentar para as empresas, esperando sempre que surja um e-mail de “por favor, precisamos de você na empresa e pagamos bem”. E do lado das pequenas empresas, elas não sabem quem contratar e como encaixar esta pessoa na equipe. A única coisa que sabem é que precisam de alguém que monitore, gerencie, responda de maneira rápida e mostre insights. Sim, a partir do momento que entendem e sabem da importância dessa forma de atuação, fica claro para eles que precisam de uma única pessoa (ao menos) para cuidar apenas disso. Vale lembrar que estas ideias foram trocadas com empresas de cidades do interior.
Este post é apenas reflexivo e conclusivo a partir dessas conversas que tive, sem o intuito de fornecer dicas, receitas ou regras de como ‘solucionar o problema’.
Mas, se você representa uma empresa e está buscando uma pessoa assim, comece a buscar por blogs da área, veja o que falam sobre este mercado e sobre os perfis indicados; Pesquise no Linkedin também; Divulgue a vaga no @trampos, @socialvagas… E se não sabe qual o perfil ideal fica algumas indicações de leitura:
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Se você é uma pessoa que está buscando colocação nessa área comece a aparecer, mostre o que você sabe, escreva, cuide com o que fala, atualize seu Linkedin, movimente seus contatos, seja um pouco mais cara de pau e se apresente para aquela empresa que você quer trabalhar e sempre monitore seu nome e vagas, veja quem chegou até seu portfólio e descubra como tornar isso um benefício para você mesmo. Isso não vai solucionar mas pode ser um inicio básico.
Originalmente postado em 23/04/2012 - http://midiaboom.com.br/2012/04/23/ha-vagas-no-interior-para-midias-sociais-e-profissionais/
Mesmo com o crescimento vertiginoso das redes sociais o blog ainda é uma excelente ferramenta para a comunicação empresarial e interação com o público.
De quantos blogs corporativos você é leitor fiel, comenta, interage e compartilha? Não, os blogs não morreram e tampouco isso irá acontecer. Mas, é fato: muitas empresas os deixaram de lado ou passaram a não dar tanto destaque quanto para as outras mídias.
Uma forma bem simples de perceber isso é nos anúncios. Atualmente a maioria indica links para o Facebook e o Twitter e deixa o blog passar em branco, apesar desse ainda estar ativo – mas nem sempre funcional.
Para quem trabalha com mídias sociais e comunicação, fica a pergunta: está conseguindo atingir o público proposto e os objetivos previstos no planejamento com as postagens feitas nas redes sociais? Tem conseguido mensurar e perceber isso com clareza?
Em 2006, Fábio Cipriani criou um Wiki para mostrar os blogs corporativos dos mais diversos segmentos e tamanhos, no entanto podemos dizer que quase metade dos listados ali já não estão mais ativos ou atualizados.
Existem bons exemplos para considerarmos? De forma totalmente aleatória e considerando a listagem do Wiki acima, encontrei dois blogs muito interessantes e com uma participação considerável de seus públicos:
Em ambos os casos percebe-se que é fornecido ao usuário o que ele gosta e quer ver, como, ao mesmo tempo, segue-se a proposta da marca.
Outro destaque é a integração com todos os canais, ou seja, em uma rápida busca no Topsy pelo blog da Vivo foi possível perceber que as pessoas compartilham os posts pela divulgação do próprio Twitter deles. Dessa forma, fica mais claro perceber as chances que os blogs corporativos possuem frente ao momento atual em que as pessoas possuem muita distração e muita informação.
Para finalizar trago as palavras da Carolina Terra em seu livro Blogs corporativos: modismo ou tendência?.
As vantagens de utilizar o blog como instrumento de comunicação de uma empresa:
E como desvantagens:
Originalmente postado em 29/02/2012 - http://webinsider.uol.com.br/2012/02/29/twitter-facebook-linkedin-mas-e-o-blog-da-sua-empresa/
O público interno da empresa tem Twitter, Facebook, Orkut. Vale orientar a todos, pois é grande o perigo de alguém postar algo inadequado envolvendo clientes e fornecedores.
Se de um lado temos constantes pesquisas e discussões sobre como fazer ou não e quais seriam os comportamentos ideais das empresas nas mídias sociais, de outro temos o público interno daquela empresa.
Também merecedores de atenção, eles são peças fundamentais para que todo o conceito e a construção de relacionamento criados sejam efetivos e atendam a todas as expectativas.
Como dito por Carolina Terra: “A comunicação digital alterou em grande parte a maneira como as organizações se comunicam e se relacionam com seus públicos de interesse”.
E pensando nisto trago ainda para a discussão o post de Marcelo Bazan, onde ele expõe que as agências e profissionais de marketing se esforçam para criar “conceitos geniais, filmes incríveis, ações mirabolantes e impactantes e mesmo quando conseguem, basta um eu não vou poder estar atendendo ou um era o senhor que tinha que ter notado que o combo que era só de tv e internet e não incluía o telefone para botar tudo a perder”.
Percebem a relação entre ambas as citações? As empresas procuram dialogar, criar interação e se aproximar do consumidor. Mas se toda a equipe não estiver a par, não trabalhar em conjunto para poder trazer aquela mensagem ao receptor final o trabalho será em vão. Em “novos” tempos, se um funcionário expor no Facebook ou no Twitter alguma mensagem negativa direta ou indiretamente relacionada à sua atividade também poderá colocar tudo a perder.
Um exemplo já passado foi o caso do então diretor comercial da Locaweb, que logo depois damensagem que gerou burburinhos entre os usuários, foi demitido. Mas é possível controlar o que os funcionários falam nas mídias sociais? Como evitar crises deste tipo?
Uma sugestão seria o Media Training 2.0 para toda a equipe. Normalmente utilizado para gestão de crises ou eventuais compromissos representativos, esta pode ser uma solução facilmente aplicável.
Mas não se engane ao pensar que são imposições de regras de conduta. Acredito que as empresas nada têm a ver com a vida pessoal da sua equipe. Mas alguns pontos podem ser expostos para que todos saiam ganhando de forma coletiva. Exemplos do que fazer?
Como o próprio caso da Locaweb mostrou: cuidado ao expor o nome da empresa na bio ou nas opiniões. No exemplo, era fácil associar a pessoa à empresa. Existem situações também em que a pessoa coloca no próprio nome de usuário o nome da organização. Mostre o quanto isso pode ser comprometedor até mesmo para ela.
Não citar nomes de fornecedores, clientes ou falar mal da empresa. Se a pessoa que faz parte da equipe faz isso, o que dirá os clientes.
Se o perfil é pessoal, procurar não envolver as questões profissionais nele. Como, por exemplo, tentar resolver por conta própria algum problema pelo Twitter.
Como já colocado, não são leis ou controles de conduta, mas sim precauções para evitar crises. As pessoas vão continuar falando mal de suas rotinas, chefes e afins, mas o peso dessas reclamações dobra quando ela cita o nome do local que trabalha. Pode ser ruim para ela e para a empresa.
Em tempos em que a opinião pública possui valor incalculável é importante observar o que acontece no ambiente interno antes de expor para o externo. Todo o cuidado é pouco e prever crises será uma das atividades mais importantes nestes casos.
Originalmente postado em 25/03/2011 - http://webinsider.uol.com.br/2011/03/25/cuidados-no-comportamento-online-dos-funcionarios/
Responda prontamente, seja pró-ativo, ofereça ajuda… é o que o consumidor deseja. Monitoramento, planejamento e conteúdo são os princípios básicos.
A expressão muito comum aos twitteiros de plantão: “Vou xingar muito no Twitter”, e se espalhou depois deste vídeo.
Desde o ocorrido é muito comum encontrar pessoas falando desta forma (dentro e fora do universo online) para expressar revolta, indignação ou satirizar alguma situação. Mas, se analisarmos criticamente tudo isso encontramos a postura de um consumidor inquieto, real e muito atual.
O que aquele garoto falou no vídeo nada mais é do que expor em uma criativa frase o que de fato acontece – desde a criação do Twitter, os usuários reclamam e falam mal. Sobre o trabalho, a escola, o vizinho, a novela, o político… tudo o que não é como a pessoa queria serve para gerar um tweet de reclamação.
E por que não falar sobre empresas? Lógico, falar sobre marcas, produtos e empresas é o que mais aparece neste ambiente e o que mais repercute. Se você retrata algo que aconteceu com algum produto ou serviço e seus seguidores também tiverem problema semelhante, eles irão replicar e dialogar sobre isso, estendendo ainda avaliações negativas sobre a organização.
Apenas o fato das pessoas colocarem opiniões negativas, causadas muitas vezes por más experiências envolvendo alguma marca, já pode ser considerado um problema. É como se fosse um SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), mas ao invés de apenas a empresa envolvida ouvir e ter conhecimento, é uma rede de contatos inteira que ouve e que pode expandir para muitas outras redes. E, algumas vezes, pode sair do próprio canal do Twitter e atingir outras massas de relacionamento.
Ricardo Cavallini, no livro “O marketing depois de amanhã: explorando novas tecnologias para revolucionar a comunicação” (2008), já relatava sobre esta nova postura: “O consumidor ganha mais poder, exige uma mudança na proposta de valor das empresas e, consequentemente, nos seus esforços de marketing”.
A possibilidade de expressar sem medo, e sem qualquer pudor, faz com que as pessoas esperem cada vez mais uma pró-atividade das organizações ao melhor estilo de pensamento: “Se todos falam isso, em algum momento a empresa terá que responder”. E é exatamente isso que ele quer poder ser ouvido e, principalmente, respondido.
Faça um teste, pergunte na sua timeline a opinião dos seus seguidores sobre algum chocolate, celular, música, enfim qualquer coisa. Mesmo que você não tenha nenhum tipo de contato pessoal com aquelas pessoas, se cinco lhe retornarem apontando problemas ou fracassos você vai confiar na propaganda perfeita que passa na TV ou na opinião de quem já usou e experimentou?
Esse novo consumidor vai acreditar nos desconhecidos, ainda mais se houver vídeos e fotos provando essas reclamações. Como dito por André Telles (A revolução das Mídias Sociais, 2010) o controle da mensagem é uma ilusão, desista. O mesmo autor indica: “O conteúdo criado dentro das mídias sociais assume uma proporção muitas vezes não esperada ou planejada, viralizando e alcançando rapidamente um número alto de visualizações e reproduções”.
Então o que aprender com isso tudo? Que esse novo perfil mostra insistentemente dicas sobre como dialogar e se expressar com eles.
Responder prontamente, ser pró-ativo, oferecer ajuda é o mínimo que eles querem não apenas no Twitter, mas em diversas redes sociais em que estão inseridos. O monitoramento, planejamento e conteúdo são os princípios básicos para essa orientação.
Mesmo porque, se fizer o contrário, eles vão xingar. E não vão perdoar.
Originalmente postado em 21/11/2010 - http://webinsider.uol.com.br/2010/11/21/vou-xingar-muito-a-sua-empresa-serio/
Este não é mais um texto falando sobre grandes demissões por conta de comentários infelizes no Twitter, como foi o caso do editor da revista National Geographic Brasil, do executivo da Locaweb ou da editora sênior da CNN. Ou mesmo debater sobre qual seria o comportamento ideal de um funcionário nas redes sociais. É um texto para mostrar como pessoas comuns de empregos comuns (leia-se de empresas não tão famosas quanto as citadas anteriormente) praticamente imploram para terem problemas nos locais em que prestam serviço.
Independente das pessoas falarem ou não o nome da organização é sempre bom prestar atenção no que está sendo dito. Afinal é bem provável que tenham conhecidos, amigos ou até mesmo colegas de trabalho participando da sua rede. E as consequências podem ser graves.
E nem só de comentários no Twitter que o mundo vive. Foi com esse objetivo que recorri as buscas do Facebook, Orkut e Twitter com uma simples expressão: “meu chefe”. O que encontrei é realmente incrível. Se os tais chefes e os RHs ficassem de olho no comportamento de seus funcionários poderiam evitar problemas que possam surgir até mesmo com os clientes. E veja bem, não estou falando sobre o pessoal, mas sim no que diz respeito aos interesses da organização. E nesse caso acredito que o interesse é grande.
Algumas das pérolas que encontrei no Twitter:
“Dá raiva ficar a toa no estágio e meu chefe não deixar eu ir embora. Sinto q envelheço e desgasto meu emocional diariamente nesse escritório.”
“E ai q meu chefe diz q eu num faço nada.. e qdo dependo dele pra trabalhar, ele me enrola a tarde toda!¬¬”
“Porque meu chefe é um mala sem alça!!!”
“18:23 e meu chefe me da coisa pra fazer.. PQP!”
“Nunca tive tanta vontade de pular no pescoço da minha chefe como hoje PQP grrrrrrr…”
“Pô hj tive que trabalhar, mesmo gripadaço, de férias e emprestando o violão pro meu chefe ele me chama pra trabalhar ‘¬¬”
“Se meu chefe me pega no twitter… hauahauhuauah”
Já no Orkut são as comunidades que expõem de forma ainda mais clara as opiniões:
Meu chefe é um vagabundo (1.356 membros)
Meu chefe pensa que é Deus!! (1.623 membros)
Meu chefe me estressa (1.564 membros)
Eu odeio meu chefe (961 membros)
Meu chefe é um mala sem alça (546 membros)
Sejamos francos, se você é (ou fosse) um administrador e visse que seu empregado está em uma dessas comunidades iria pensa o quê?
E por fim, e não menos importante, o Facebook e suas postagens incríveis:
“Ai q vontade de assar meu chefe no espeto… Igual ao desenho do Pica-Pau, sabe?”
“Fala sério chefe não entende mesmo, trabalho é uma troca, eu preciso do salário ele precisa do meu serviço, até aí tudo bem, o que ele não entende é que há limites em como se falar com alguém.”
“Soninho…tô com medo de levar grito do meu chefe na segunda. Se ele gritar eu posso mandar à merda?”
“Algumas vezes acho que meu chefe é um completo idiota. Mas só algumas vezes, pq na maioria eu tenho mesmo é certeza..”
Se as empresas estão tão interessadas assim em mudar o foco de suas comunicações de forma que sejam mais interativas com seus clientes, porque sua equipe também não pode adotar a mesma postura? Mesmo que você esteja louco para falar sobre uma reunião horrível que teve tente se controlar, apesar do Twitter ser seu e você ter todo o direito de falar o que bem entender ainda prestas serviços a alguém, e esse seu impulso pode causar um grande desconforto. #fikaadica!
http://www.midiassociais.net/2010/07/porque-as-redes-sociais-podem-acabar-com-o-seu-emprego/
Quem me segue no Twitter (@fernandaf) viu minha movimentação neste último final de semana de julho a respeito de um plágio do artigo que criei para este blog. O caso aconteceu quando vi que um jornal de Cuiabá (Jornal do Estado) simplesmente publicou o texto em questão na íntegra, em seu site sem nenhum consentimento ou indicação de fonte, como se o texto fosse escrito pela equipe de redação deles.
O fato de ser um veículo tradicional da região me deixou bem surpresa por essa atitude. E a credibilidade e originalidade que os estudantes de jornalismo passam anos e anos estudando fica aonde? Até o momento em que escrevo este post não tive nenhum tipo de retorno do jornal, sendo que já fiz todas as formas de contato com os mesmos (ligação, e-mail, comentário, Twitter…). Junto a isso, diversas e diversas pessoas que falaram pelo Twitter que também deixaram recados na página, fora a repercussão no microblog, totalmente negativa, apoiando a divulgação do caso.
Exagero da minha parte? Não acho. A ideia, o tempo dedicado a escrever, a opinião, a pesquisa foram de minhas autorias. Qual o problema, ou dificuldade, em pedir permissão ou citar a fonte?
Este mesmo texto teve uma disseminação ótima, o que me deixou muito feliz ao ver vários outros blogs repostando o mesmo, mas todos com meu nome na autoria. O que quero dizer, é que para um blogueiro é muito gratificante ver seu texto sendo indicado para leitores de outros canais, desde que isso seja feito da forma honesta e correta.
Muitas pessoas me perguntaram como descobri o plágio. Bom, trabalho com monitoramento de marcas na web, nada difícil controlar também o que é de meu interesse, não é?! E por isso este post, para indicar aos outros blogueiros como cuidar de seus posts! Algumas ferramentas que utilizo:
Copyscape: um dos melhores, você coloca o link e ele fornece resultados. Para ter a lista completa você precisa pagar. O problema é ter que ir de tempos em tempos verificar se tem alguma ‘surpresa’ nova.
Plagium: neste você deve colar uma parte do texto e ele localiza, uma dica: cole mais de um trecho, e não pegue apenas início de parágrafo, pois o plagiador pode tentar trocar algumas palavras. Ele é free, e tem um sistema de alertas que ainda estou testando, mas vale conferir.
Google Alerts: o sempre amigo Google também pode ajudar, e ainda faz o favor de te mandar por e-mail quando localizar seu texto por aí, é o mesmo processo do Plagium (e as dicas valem pra esse também) e é super útil.
Plágio é crime. A lei de Direitos Autorais está aí para defender justamente isso. Quem se interessar sobre o assunto acesse este link que tem ótimos comentários do Nospheratt com uma explicação detalhada desta questão jurídica. O importante é você estar em constante monitoramento e defender as suas ideias e opiniões. #fikaadica!
http://www.midiassociais.net/2010/08/midias-sociais-vs-plagio-como-acabar-com-isso/
Como diria Juliano Spyer (Tudo o que você precisa saber sobre Twitter você já aprendeu em uma mesa de bar): “A melhor metáfora para representar o Twitter fora da internet é uma mesa de bar e neste momento você está preocupado com o que vai dizer mesmo estando sentado sozinho”. Pois bem, este e tantos outros autores afirmam que uma marca não pode, ou deve ter muito cuidado, ao sentar-se à mesa e interferir na conversa das pessoas sem ter sido convidada. No caso em começar a falar com os usuários sem ter sido citado ou convidado.
Esta é uma questão bem interessante e dividida. Quando você faz o monitoramento de uma empresa encontra coisas boas e más. Muitas vezes as pessoas nem sabem que ela está no Twitter e apenas querem expressar suas opiniões. Neste caso a marca deve interferir e dizer: “Oi, estamos aqui e queremos te ajudar”?
Outra questão é sugerir seus produtos para pessoas que precisam dele. A famosa pró-atividade. Um exemplo foi o tweet da Rosana Hermann (@rosana):
Alô? É do fabricante da Pomada de Picrato de Butesin? Quer comprar uma pesquisa? http://search.twitter.com/search?q=queimei+meu+dedo
— uuɐɯɹǝɥ ɐuɐsoɹ ☚ (@rosana) February 11, 2011
O link direcionava para o search do Twitter mostrando muitos resultados para a busca “queimei meu dedo”. As pessoas ficariam irritadas se a fabricante interferisse no seu comentário e fizesse a sugestão de uso da mesma? Ela estaria entrando no bar e iria ver que a Fernanda queimou o dedo e daria uma amostra grátis do produto?
Entre as marcas que monitoro, pratico o início do diálogo quando a mesma é citada e nota-se que a pessoa desconhece o seu @, os resultados são aleatórios. Eventualmente surgem pós-comentários como “não se pode falar mais nada porque as empresas estão nos vigiando”, mas na maioria a expressão é de encanto e alegria como “nossa, vocês estão me seguindo”, “obrigado pela mention”.
Como usuária, acho ótimo quando uma marca tenta iniciar seu relacionamento propondo uma ‘solução’ para algum problema que eu tenha dito que tenho. Ou quando responde algum comentário meu que não tem nada a ver com ela (um simples bom dia, por exemplo). E quando opino sobre algum produto, e falo o nome dele, espero sim que a marca fale comigo. Isso, na minha opinião, é diálogo, é a humanização da marca que tanto falamos. É o não ser um robô com respostas prontas e mostrar que está totalmente ligada no universo que está presente.
E você o que acha? Acha um incomodo quando passa por situações assim?
http://www.midiassociais.net/2011/02/a-empresa-deve-ou-nao-interferir-na-conversa-dos-usuarios/
Eu tive uma sábia chefe, influente no setor calçadista, que costumava dizer que nunca ouviu um empresário bem sucedido dizer que saia sempre no horário que sua carteira de trabalho determinava (isso independente de sua situação, se foi no começo da carreira ou estando num patamar elevado da mesma). Ela sempre falou que a determinação, pró-atividade e dinamismo eram essenciais para uma equipe de trabalho fazer as coisas além do que se esperava. Umas pessoas não gostavam destes comentários, diziam que ela queria influenciar as pessoas a trabalharem além do horário e sem pagar extras. Essas pessoas eram chamadas de peões, não queriam se envolver com o trabalho, faziam apenas o que era solicitado, e, em alguns casos, se não conseguissem terminar o trabalho dentro do horário, deixavam para o dia seguinte. Ou melhor, deixavam para outras pessoas terminarem ou trancava o trabalho de outros.
Comprometimento. Isso foi uma coisa muito importante que aprendi com aquela mulher. Comprometer-se com a empresa não significa apenas ficar até tarde ou levar trabalho pra casa, ao meu ponto de vista, significa criar uma sintonia e realizar um trabalho em equipe. E, mais ainda, demonstra o quanto você se importa com o seu cliente, que é quem, na verdade, vai perceber tudo isso.Tudo o que as empresas mais querem é ter funcionários comprometidos. Não para escraviza-los, não para criar estresse neles, mas para conseguir atender bem seus clientes, para conseguir alcançar seus objetivos, suas metas, para gerar lucro e poder pagar melhor as pessoas que tanto se dedicam a ela. Aqui provavelmente vamos ter algumas opiniões contraditórias, sim, afinal nem todas as organizações possuem esse pensamento. Infelizmente.Trago as palavras de Carlos Eduardo Oshiro, publicado no siteAdministradores: Comprometimento é tudo que as pessoas fazem a mais, sem que alguém tenha solicitado. Resumindo, é você surpreender as pessoas. E ele continua o texto dizendo: Um exemplo simples e clássico de descomprometimento é colaboradores passarem por um pedaço de papel jogado no corredor da empresa, e não terem o compromisso de se agacharem e jogar o papel no cesto de lixo, 'porque ele não é funcionário da limpeza'. E por fim, ele afirma: Pessoa comprometida é aquela que é pau para toda obra."O comprometimento não tem segredo quando se torna parte de cada um. Você tem que ‘ser e estar’ inteiro na proposta que assumiu.
Nada como ter à disposição 365 dias novinhos para pensarmos em novos projetos, ações, estratégias... E termos a oportunidade de acertar e errar, fazer e acontecer. Aspectos para a vida pessoal e profissional.
Quero começar este post, o primeiro do ano, com uma citação da introdução do livro de Tim Sanders O fator gente boa:“Pessoas simpáticas e que possuem o que chamo de alto Fator GB (Gente Boa) tendem a se adaptar com mais facilidade aos seus empregos, a fazer amizades rapidamente e a ter relacionamentos mais felizes. Já os antipáticos têm um baixo Fator GB e geralmente sofrem turbulências no trabalho, nas amizades e no casamento. [...] Acredito que a simpatia não é apenas uma maneira de melhorar a sua vida – é uma maneira de salvá-la. [....] Diversos estudos comprovam que a antipatia é um dos motivos básicos do fracasso, enquanto a simpatia é o principal instrumento para a conquista do sucesso por meio da superação de obstáculos.
“Uma pesquisa feita em 2004 pela CNN revelou que apenas 43% dos trabalhadores americanos estão satisfeitos com seus chefes. O motivo que mais leva as pessoas a abrir negócios próprios é a sensação de serem tratadas como escravas por chefes negativos. De acordo com Mark Foyer, produtor do programa de TV Financial Opportunity Spotlight, milhares de americanos trabalham para um chefe carrasco ou para uma empresa ruim com o objetivo de poupar dinheiro e abrir seus próprios negócios [...].
E nem precisamos ir muito longe para saber que isso existe, e muito, a pesquisa é americana, mas no nosso país temos várias situações que percebemos isso. Quem nunca foi em alguma loja de roupas, por exemplo, e foi atendido por uma vendedora que estava sem vontade alguma de vender e que, ao seu ponto de vista, foi estúpida e grossa? Isso pode ser um reflexo de como é a política da empresa, do quanto de motivação para ser atenciosa e simpática ela deve ter por parte de seus superiores. Claro, salvo exceções de problemas pessoais. Mas sabemos que isso existe e muito.
http://ocappuccino.blogspot.com/2010/01/importancia-da-simpatia-na-comunicacao.html
A temática é bem abrangente e de ampla discussão: como perceber um cenário em constante mudança, em que precisamos compreender o que o consumidor de fato quer; atender as necessidades da política das empresas; identificar os reflexos de um simples comentário na rede, ao tempo em que verifica-se as necessidades de comunicação da organização; tratar com públicos totalmente variados (interno, externo...); criar e gerenciar um relacionamento com a mídia e com a comunidade; fortalecer ações on line e off line, e, pensar em como desenvolve-las a curto e longo prazo; estar sempre atualizado sobre assuntos que vão desde a política, marketing à comportamento na novela das 20h.
O RP de hoje precisa ser muito mais do que aprendemos em sala de aula, ele precisa ser totalmente flexível a mudanças e aos reflexos do mercado. E esse é um dos privilégios de relações públicas: não possuir um único foco e uma única forma de trabalho. É preciso saber ouvir e experimentar novas ferramentas, novos meios, novas informações. Principalmente para não correr o risco de o seu cliente falar em algo que você desconhece e acabar passando por desinformado.Um dos caminhos mais acessíveis para isso tudo é a internet, mais especificamente as redes sociais. No dia 4 de setembro deste ano, o portal Mundo do Marketing publicou um levantamento realizado, que mostrou que as redes sociais são responsáveis por 62% do tráfego na internet brasileira.Outra pesquisa de grande relevância e que vem ao encontro deste post, foi a divulgada pelo Valor Econômico no dia 6 de novembro. Foi feita com 1.277 internautas que escrevem com frequência nas redes, entre blogueiros e twitteirosbrasileiros, e apontou que as redes mais acessadas por essas pessoas são o Twitter (68%), Orkut (63,1%), YouTube (28,7%), Blogger e Blogspot (25,9%).Ainda conforme o estudo, 90,1% dos usuários entrevistados usam a internet para pesquisar sobre produtos e serviços antes da compra; 79,3% fazem compras em sites e 42,9% recomendam o produtos e serviços nas redes sociais. As críticas são inseridas em todas as redes. No Twitter, 27,8% dos internautas criticaram marcas; o percentual de consumidores reclamantes foi menor nos blogs (15,1%), no Orkut (15%) e no YouTube (6,9%).Essa é só uma dentre tantas outras pesquisas que comprovam que as redes sociais não são um simples modismo, mas sim uma forte tendências (alias, está sendo) para a comunicação. Nenhuma novidade até aqui para muitos não é? Mas quantos de nós está executando, de fato, na prática essas discussões? Ouve-se muitos cases de sucesso, praticados, muitas vezes por publicitários e marqueteiros, e os RPs? Sei que existem vários que utilizam dessa pratica, mas poucos créditos são refletidos às Relações Públicas. Um exemplo real foi o realizado pela Rede Globo e pela agência LiveAD, e foi premiado no Festival de Cannes: Mil Casmurros. Como muito bem apresentado aqui no blog anteriormente.As mídias sociais são um canal infinito de possibilidades, e isso você descobre explorando elas. Não há um passo a passo ou guia definitivo, a criatividade é a sua maior, e melhor, ferramenta neste caso. Explorar novos caminhos, criar novos focos, interagir e planejar de forma efetiva e, principalmente, pesquisar sobre os públicos em questão e sobre as redes em que está sendo inserido o conteúdo são as melhores formas de ser obter uma aproximação com esta que é mais uma opção para os RP’s, as redes sociais.http://ocappuccino.blogspot.com/2009/11/modernizacao-e-ampliacao-de-cenarios-o.html
"Eu sempre fiz assim,
não é agora que eu vou mudar.
Faz muitos anos que é assim,
sempre deu certo, pra que mudar?
As coisas são assim, acostumei a ser assim.
O mundo sempre foi assim,
e assim vai ser, até o fim.
Não gosto de estudar,
me dá preguiça reorganizar.
E agora vem você falar
num outro jeito de trabalhar!...
(Bossa da Inércia, da peça-treinamento Acertar é Humano de Alberto Centurião)
Esse poderia ser um discurso pronto de vários empresários diante de uma proposta de mudanças na comunicação de sua empresa, feita por um Relações Públicas.
Pense em uma situação como esta: um comércio de médio porte, localizado no centro de uma capital, 50 anos de atuação, o fundador continua no comando, seu filho vai ser o sucessor, as únicas pessoas que fazem compras por lá são as mesmas há uns 20 anos, não existem consumidores novos. A renda da empresa é a mesma ao longo dos anos, nada a mais, nada a menos, é suficiente apenas para pagar os funcionários e as contas. Eis que o filho resolve propor uma reestruturação de imagem, uma nova utilização de linguagem, um novo dinamismo, uma nova conduta de comunicação. Chama um amigo seu, um Relações Públicas, para explicar ao seu pai porque é necessária essa mudança. Adivinha a primeira resposta dele? Eu sempre fiz assim, não é agora que eu vou mudar...Você é esse amigo Relações Públicas da história. O primeiro desafio é justamente convencer o dono que ele precisa mudar o ponto de vista, que ele pode criar uma nova forma de se comunicar com os clientes, e que isso pode trazer novos clientes para ele. Uma tarefa nada fácil, já que no pensamento dele é muito mais simples continuar na mesmice do que fazertanta movimentação que pode dar em nada.Um RP precisa saber lidar com as mais diferentes situações, precisa ter habilidades múltiplas e, necessariamente, tem que estar muito bem informado sobre assuntos diversos. Segundo o dicionário online Priberam, persuadir significa obrigar alguém a acreditar ou a executar alguma coisa, ou convencer, induzir, acreditar, convencer. A arte da persuasão entra justamente nesta situação, uma das habilidades que caracterizam este profissional.Mais do que convencer aquele proprietário da importância de uma reestrutura de comunicação, a persuasão vai estar presente até no momento da execução do projeto. A convencer os públicos internos sobre os benefícios da mudança, e os demais de que é possível apostar naquela organização. E isto não é algo que se consegue durante uma ou duas semanas, ou apenas com alguns relatos e exemplos, é um trabalho árduo e complexo.Para Aristóteles, existem três caminhos para a persuasão (capítulo II do livro Arte Retórica): devemos apelar para a vontade das pessoas, depois para a sensibilidade e, por último, para a sua inteligência. Ou seja, para você, de fato, estar sendo persuasivo deve envolver o emocional e o racional das pessoas. Mas não se engane: essa técnica não pode parecer ser agressiva, invasiva para quem ouve. A prática dela só vai acontecer quando existe confiança entre os envolvidos.A persuasão pode ser vista como uma forma de integrar os públicos, e convencê-los do nosso ponto de vista, como uma negociação. Mas partindo, sempre, de um bom planejamento e de práticas simples e aliadas, como a própria gentileza. Deixo como sugestão o vídeo Pratique seu poder de persuasão que contém diversas dicas interessantes, como palavras que devem ser evitadas no momento que você está querendo convencer alguém de alguma coisa:http://ocappuccino.blogspot.com/2010/03/persuasao-como-habilidade-para-relacoes.html
Nos últimos tempos os usuários do Twittertem se deparado com uma chuva de promoções de empresas de todos os tipos. Isso se deve principalmente a época, o natal. Essa proliferação de ‘spams’ (como alguns tem categorizado) pode até gerar um efeito contrário ao esperado pela empresa. Evidentemente, o problema não será por falta de participantes, mas alguns erros podem surgir enquanto ela acontece. Será esta a atitude e postura ideal para ‘fidelizar’ os seguidores da empresa no Twitter?
Confesso que eu, Fernanda, sou adepta a algumas destas campanhas (mas controlada) e até já conquistei um prêmio por esse meio. E justamente quando ia participar de uma (ao dar o retweet) da @saraivaonline me deparei com o seguinte comentário do@mvsmotta: “Só a saraivaonline te dá presente, mas só eu te mando ir se catar. Vai espalhar SPAM na pqp!”. Na hora eu comecei a rir daquilo, mas depois fiquei pensando como aquilo realmente incomoda quando você percebe que sua timeline está cheia de RT de promoções. Já que estamos falando sobre eles, se você analisar alguns tweets da Saraiva vai facilmente perceber que eles não utilizam este canal para se comunicar com os clientes, a estratégia é clara: promoções – gerar e falar sobre as que estão no site!
Por outro lado, li em uma reportagem (desculpem, não me recordo da fonte!) sobre a ação do Ponto Frio, com o @pontofrio corri pra ver a promoção #twitteacerte. Por meio de dicas no Twitter, eles conseguem fazer com que o usuário vá até o site deles para descobrir o produto e se for o primeiro a descobrir leva o mesmo. A sacada é muito boa, mas o mais interessante é olhar a forma com que a empresa está se comunicando com seus followers: linguagem adaptada, jovem e percebe-se que respondem a um grande número de perguntas, além é claro de publicar promoções do site, mas de forma moderada.
Outra empresa que chama muito a atenção pela forma como vem atuando é a Pizza Hut de Porto Alegre. Eles, também, são adeptos a promoções utilizando o @pizzahutpoa, mas nem só disso vivem. Frequentemente você vê enquetes que não possui nenhum ‘benefício’ aos respondentes, é simplesmente pelo fato de conseguirem fazer contato com seus clientes, sem contar que eles costumam anunciar ofertas para os profissionais do dia (dia do arquiteto, dia do engenheiro…).
Mas existem empresas que preferem utilizar esse canal apenas para gerar promoções, é o caso da empresa de calçados Carrano (@carrano_). A campanha é “liberte o twitbird”, o interessante é que, diferente da maioria, não é necessário dar RT, basta apenas fazer o cadastro e colocar no site o código disponível, quem fizer isso primeiro, ganha. Não existe um diálogo com os followers, apenas com os vencedores. Não digo que seja errado, muito pelo contrário o mecanismo utilizado é eficiente, mas as ações poderiam ser maiores ao aproveitar o sucesso que estão fazendo.
Agora pegando do fundo do baú, um caso que aconteceu com a marca de sapatos Tanara (@tanarabrasil), por meados de outubro deste ano. Me fez, inclusive, desistir de segui-los, uma promoção em que a idéia não ficou clara e isso se tornou percebível a partir do momento em que eles começaram a responder muitas dúvidas de seus followers. Pode parecer bobagem, mas foram mais de 15 tweets só sobre isso (sim eu tenho um print disso), pense em quem não estava interessado em participar e ficou vendo essa conversa toda.
Esses são realmente alguns exemplos, tentei mostrar conceitos diferentes de abordagens que estão sendo utilizadas. Algumas podem parecer melhores do que outras, mas a grande questão é que as empresas podem, e deveriam ir muito além de promoções no Twitter. E mais, podem ir além do RT para chegar a um vencedor. A cada dia surgem novidades e a cada dia as pessoas possuem mais vontade de falar sobre seus produtos de forma boa ou má. Esse já é um fato nas redes sociais, se o canal com a empresa já existe basta descobrir o que mais pode ser feito por estes meios, e sair do conceito “comum” já existente a maioria.
http://midiaboom.com.br/2009/12/21/promocoes-no-twitter-muito-alem-de-um-rt/
Em sequência ao tema sobre ‘perfil do consumidor nas redes sociais’, abordado no meu último post, agora será a vez de falar um pouco sobre os tipos de perfis variados que existem por aí, e que por muitas vezes desconhecemos ou não lhes damos as devidas importâncias. O perfil de um determinado grupo de pessoas é reflexo do comportamento físico e mesmo mental que existe em comum entre eles. Normalmente isso acontece por existir uma identificação com o contexto geral que determinado grupo ‘segue’.
O primeiro grupo que será exposto aqui são os kidults.
Para alguns o termo é novidade, para outros nem tanto. Há quem diga que os kidults são os continuadores da ‘síndrome Peter Pan’, alguns especialistas dizem que são adultos que desenvolveram grande dependência dos pais e acabam não assumindo a autonomia de acordo com a idade. Fato ou não, a história conta que o termo foi introduzido pelos publicitários americanos Becky Ebenkamp e Jeff Odiorne. Eles justificaram a terminologia dizendo que identificava as pessoas na casa dos 20 e dos 30 anos que buscam produtos capazes de lhes trazer de volta uma fase da vida mais inocente e mais feliz: a infância. O sociólogo britânico Frank Furedi, professor da Universidade de Kent, foi quem de fato construiu o neologismo Kidults (mistura em inglês das palavras criança com adultos) ao definir o que chama de patologia da vida adulta contemporânea.
O Wikipedia diz que são adultos de meia idade que gostam de ser parte da cultura jovem, fazendo e/ou comprando coisa que, geralmente, são mais adequadas às crianças. O termo é muito estudado pela moda e comportamento em geral. Mas e para a comunicação o que representa? O que muito se escuta é sobre geração Y, sobre como lidar com um ‘novo’ público e o que ele busca. E se você pensa que os kidults não são tão relevantes assim, saiba que várias marcas como a Imaginarium e a Volkswagen já adaptaram campanhas e produtos em prol dessa nova tribo.
A busca por referenciais nostálgicos representa segurança e conforto, associando estes aspectos à diversão de tempos ingênuos. Eles podem ser do tipo que você olha e identifica na mesma hora, pelo fato de muitos utilizarem a linguagem de kidult em suas roupas (como, por exemplo, usar uma peça que tenha desenho ou foto de algum personagem da sua infância); ou não, muitos preferem ser mais discretos nesta questão e apenas possuem objetos e não deixam interferir na sua imagem isso.
Os kidults querem apenas manter uma relação com uma época em que acreditavam em fantasia, em que não era preciso muito para se sentirem felizes. São eles que buscam incansavelmente livros antigos, gibis do Chaves, LP’s do Balão Mágico, participam de fóruns de discussão na busca de um brinquedo antigo que tanto sentem saudades. As oportunidades na comunicação para interagir com este grupo são imensas. Existem festas especificas para essa tribo, lojas especializadas, feiras que passam por todo o país e atrai multidões atrás de memórias perdidas para colecionarem ou decorarem algum objeto ou suas casas.
Eis mais uma oportunidade para se focar na comunicação pelas redes sociais. Os kidults são pessoas comuns, provavelmente muitos vão se identificar com esse grupo, muitos de nós temos um pouco dele. Ou seja, não é um perfil tão escondido assim, que se possa ignorar. Resta agora as empresas descobrirem como tratar (e relacionar seus produtos e serviços) a estas pessoas. Eles estão por todas as partes e estão dispostos a investirem muito por coisas que remetam aos seus desejos.
Resta a nós, comunicadores em geral, nos adaptarmos a essa realidade que não é tão discutida assim por aqui.
http://midiaboom.com.br/tag/consumidor-midia-social-kidults/
Aqui no blog falamos muito sobre o marketing digital, a abordagem das empresas no mundo virtual e o quão importante isso é hoje em dia. De fato, hoje em dia isso passou a ser uma necessidade, e não só modismo (afinal, onde já se viu uma empresa não ter nem um site, além disso, se não aparece no Google é porque não existe, não é?!). Seja um site institucional ou a presença em mídias sociais, a internet passou a ser uma ferramenta muito importante para a estratégia de comunição de uma empresa.
Mas a internet não é a única forma de divulgação e de relacionamento que existe hoje em dia. Pode parecer contraditório alguém que fala muito em relacionamento virtual, e que a tem como instrumento principal de trabalho (e eu não sobreviveria sem ela!) estar falando isso… e o objetivo deste post nem é entrar na questão da importância e da participação da web na vida das pessoas. Mas sim, de indicar que a internet não é tudo, ao menos para este país!
Vamos aos fatos: Segundo o Ibope Nielsen Online, de 2009, o Brasil é o 5º país com maior número de conexões. Destes, 27,5 milhões acessam regulamente de suas casas, e 36,4 milhões acessam do seu trabalho. Referindo-se a tempos médios de navegação, o Brasil é líder mundial, com 48 horas para navegação em sites, e 71 horas para aplicativos (como MSN). Já se referindo a publicidade on-line, a internet é o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, perdendo apenas para rádio e TV. Estima-se que 70% dos consumidores confiem em opiniões feitas neste meio.
E agora lhes trago mais dados: dados do IBGE indicam que 65% dos brasileiros ainda não possuem acesso à web. Dentre os principais motivos disso o maior é o custo elevado, para 54% dos entrevistados pela entidade. Estive lendo sobre a ampliação do uso da internet pela banda larga, um projeto do governo, que caminha, como quase tudo neste país, em marcha lenta. A novidade é de que os senadores querem um novo debate, será que ainda não estão convencidos da importância de um projeto assim? Ou estão preocupados com o buzz das próximas eleições?
Apesar do crescimento dos acessos (inclui-se além dos dados indicados anteriormente a questão das lan houses e ONGs que permitem a inclusão digital), particularmente percebo no meu dia-a-dia diversas pessoas (principalmente de gerações anteriores a da Y) que não tem familiaridade alguma com a ferramenta. E tenho certeza que você também conhece pessoas assim.
E como ficam as marcas e as empresas nessa história toda? Uma ação incrível no Twitter, um site com design nunca visto anteriormente, um novo APP para o Orkut… e a divulgação fica apenas nestes mesmos meios. Como fazer, principalmente para marcas ‘populares’, com que a grande massa saiba dessa nova ação? E ainda mais, como fazer com que participe?
Um case a partir disso tudo? A cerveja Devassa, lógico! Uma incrível ideia de lançar em um comercial na TV para as pessoas correrem ao Twitter e envolvendo o site. Eles foram muito além, a propaganda foi veiculada durante o Big Brother Brasil, quer horário melhor para atingir uma grande parte da população brasileira? Na minha opinião, foi a união perfeita entre a mídia tradicional e a web.
Mas e quando nosso cliente não tem milhões e milhões para criar e anunciar a campanha na TV, e você trabalha com um público de cidades pequenas e limitadas? #comofas? Simplesmente desiste da “bolha da internet”?
Eis uma boa discussão, essa é a hora que o on-line precisa da ajuda do off-line para se promover. Sem planos mirabolantes ou manual de instruções para isso, é preciso criatividade e coragem para isso. A empresa precisa abraçar o seu valor na esfera digital, “assumir” nas suas formas de comunicação tradicionais que está nela, fazer com que todos os seus consumidores, mesmo que se não tiverem acesso a rede, saibam que ela está lá também.
Desta forma o Joãozinho que não tem nem um computador e gosta muito da marca de tênis XYZ, vai lembrar do anúncio no jornal da cidade falando do novo site da empresa, e quando ele estiver em uma lan house vai acessar e conferir essa novidade. É muito importante que as marcas destaquem suas participações na internet em todas as suas divulgações. E principalmente pelo grande número de fakes que existem, em especial nas redes sociais, e que fazem com que os consumidores fiquem na dúvida da veracidade das informações postadas por aquele usuário.
Seja qual for a sua marca e o mercado que quer atingir, não separe os seus canais de comunicação, crie uma aliança entre eles, faça com que sejam aliados. As oportunidades são cada vez mais presentes para isso, saiba aproveitá-las a seu favor.
http://midiaboom.com.br/2010/03/17/o-off-line-como-promovedor-do-on-line/
Sabe aqueles cases de ações online que não deram certo? Se você não conhece nenhum clique aqui ou aqui. Uns acontecem por falta de planejamento, outras por problemas de percurso ou ainda por despreparo. As críticas são diversas e diferentes. Com o avanço do investimento em marketing digital as análises se tornam ainda mais profundas e críticas.
Mas porque tem tantas histórias de campanhas que não deram certo? Lógico que não são a maioria, aqui no Mídia Boom mesmo relatamos sobre ações ousadas e brilhantes freqüentemente. Mas quero propor a discussão em volta das falhas, dos erros cometidos.
O fato é que não existe tempo para errar. Não existe chance para errar.
A velocidade da informação é algo incontestável. O brasileiro é um público muito participativo na web, já somos o quinto no ranking, visto que um dos últimos indicativos mostraram que ficamos 70 horas mensais conectados. E além de tudo, é um povo exigente. Se houve um erro, ele não vai passar despercebido. Dependendo da dimensão da empresa pode acabar virando até uma hashtag no Twitter.
Na web é assim, é preciso ter um preparo, é preciso pensar em possíveis conseqüências.
Vamos aos exemplos: Quando o padeiro queima o pão pode simplesmente não oferecer aquele produto aos seus clientes, o que vai acontecer é ter um grande prejuízo com isso, mas a D. Maria que compra pão todos os dias não vai ser prejudicada e nem vai ficar sabendo daquele episódio. Quando uma agência colocou um número do telefone do cliente errado em um folder, pode mandar refazer o folder ou tentar consertar o erro. Isso também vai trazer sérios problemas financeiros e até pode estragar a imagem perante o cliente deles. Mas, não vai causar nenhum prejuízo para a imagem do cliente com seus respectivos públicos (se percebido antes de chegar à massa).
E na web como ficam exemplos assim? Em minha opinião, não existe espaço para erros. Você coloca um site no ar e todo mundo já pode ter acesso a ele. Se foi colocado um número errado do telefone, a empresa já pode ter deixado de receber diversas ligações por conta disso. É instantâneo. Isso falando ainda em um erro mais simples.
Penso que esse é um grande desafio das agências digitais. É muito simples você criar uma mega campanha, algo que vai ser único, inédito, brilhante! Mas e se algo der errado no caminho? O que pode dar errado no caminho?
A solução para isso? A velha história do planejamento…
E qual a grande barreira para que um planejamento completo aconteça? BINGO, é o tempo! Ao passo que você conquistou o cliente, apresentou uma grande idéia, tem que executar, tem que medir resultados, dentre outras milhões de atuações que merecem destaque, o planejamento acaba ficando em plano secundário. Tudo é muito rápido. Tudo precisa ser muito rápido.
E como prever tudo em um curto espaço de tempo? Elementar meus caros, é preciso, no mínimo, estar atendo ao que acontece no mercado. É necessário pensar nos riscos, mas aprender com os erros alheios pode ser um grande aliado. Ver o que o mercado está fazendo, como os consumidores estão se comportando, quais os burburinhos que estão em alta…
Esta não é uma fórmula mágica, nem tão pouco aplicável para qualquer empresa. Mas pode ser um caminho. É preciso ver quais os públicos, fundamentar e perceber como identificá-los e como se comportam. E isso nunca vai ser igual. As mudanças vão ser constantes: de um dia para o outro, de uma semana para outra…
E se você acha essa conversa desnecessária, dê um pão queimado para o seu cliente e veja qual vai ser a reação dele!
http://midiaboom.com.br/2010/05/11/quanto-tempo-voce-tem-para-errar/
Que o Twitter e o mau uso da ferramenta já causaram algumas dores de cabeça por aí já é fato! Um canal de comunicação imediato, instantâneo, mas um tanto quanto perigoso. Diariamente acompanho comentários bem curiosos por lá, principalmente dos followers das marcas que gerencio. E muito me intriga o que essas pessoas faziam ou como faziam para ‘desabafar’ antes do seu surgimento.
Minha proposta hoje é: o que você viu que é #fail hoje no Twitter?
Se você segue perfis corporativos então é uma festa de fails! Muitas das marcas que acompanho, sigo apenas para analisar o que está sendo feito, confesso que às vezes é muito triste ver o que empresas de grande porte e reconhecimento até mundial falam no Twitter. E principalmente da falta de senso de oportunidade delas. E são dessas que tiro os comentários abaixo.
Para evitar possíveis conflitos para a autora e para o blog não serão citados os nomes das organizações, assim como os tweets reproduzidos não estão em seu formato original (alterações foram feitas com o uso das letras xx). Mas quem estiver interessado em saber pode correr para o search, ou me perguntar!
Escrever praticamente todos os tweets em caixa alta:
SÁBADO NA XX EM XX O DJ ARGENTINO RICKY RYAN, UM DOS DJS MAIS COBIÇADOS DO MUNDO
Poxa, não grita! Regra número um da internet: escrever em letra maiúscula é sinônimo de estar gritando. Porque falar assim com seus seguidores? O propósito não é fazer com que eles consumam ou utilizem os produtos/serviços que você está oferecendo? Ao menos que essa seja sua abordagem física com eles, no Twitter não é algo elegante de se praticar.
Retuitar todas as mensagens que a marca recebe:
RT @xx Afff…. aqui em Joinville tbém amanheceu muuuuito frio…
Responda apenas para a sua seguidora. Seus followers não precisam saber quantas respostas você teve para a pergunta: “Bom dia, muito frio na sua cidade?”. Além de lotar a timeline não são informações que irão acrescentar a vida deles.
Tentativa de promover os produtos de forma diferente, mas com falta de informação:
Que ótimo saber disso! Aqui também somos louca por sapato! Você já conhece nosso clube de moda?
(não entraremos aqui na questão gramática) Clube? Onde? Quando? Cadê? Não sei, então tenho que responder que não conheço para descobrir como funciona ou onde encontro? Menos 200 pessoas no site que estavam online naquele momento.
Falta de uso de encurtadores de links:
Uauu!! sobrancelhas!!! http://www.chatadegalocha.com/2010/07/meu-passado-me-condena-ou-a-importancia-de-saber-fazer-as-sobrancelhas/
Com tantas formas de se acessar o Twitter (Tweetdeck, Hootsuite, Seesmic…) e com tantas opções para encurtar links (migre.me…) vocês ainda não sabem como aproveitar todos os 140 caracteres?
Linguagem em primeira pessoa:
de qualquer maneira, vou ver com as meninas da marca própria para vermos o que pode ter acontecido nas fórmulas. Bjo
Uma das coisas que mais acho feio é ver marcas falando: “desejo um bom dia”, “eu te ajudo”, “posso te responder”… uma empresa não é feita por uma pessoa, é feita por pessoaS, e todos sabemos disso. Ao menos que ela seja representada por uma figura (diretor, personalidade…) que esteja utilizando seu nome para falar pela organização, não é nada interessante falar assim. Tente usar: “desejamos um bom dia”, “queremos te ajudar”, “podemos”…
Postagens de assuntos conflituosos:
Jesus na Playboy? http://bit.ly/cQbHNR
A marca atende apenas a ateus? Ok, sem problemas. Mesmo que o link não seja de conteúdo próprio, mas pelo simples fato de ter sido citado significa que a marca concorda com isso. Não é uma regra, mas pode causar um desconforto se dentre os mil seguidores quatrocentos sejam muito religiosos e acharam isso ofensivo. Por que correr o risco?
Não aproveitar as ocasiões:
Hoje é o dia da Pizza! Comemorar essa data é uma delícia.
Esse foi o único tweet de uma marca de pizzas no dia que era comemorado justamente o dia da pizza. Com tanta coisa que poderia ter sido falado: sabores, história, sugestão de lugares… esse foi o único comentário na ocasião.
Me dê seguidores que talvez eu te dê um prêmio:
Indiquem @xx! Qdo chegarmos aos 3 mil seguidores, lançamos a promo que vai dar o sapato que a vencedora quiser \o/
Essa é clássica! Para algumas até funciona, seja pelo prestigio da marca ou pelo prêmio. Outras ficam penando dias e até semanas com tweets assim até chegar a tal da meta. Típico procuro quantidade e não prezo pela qualidade.
E para finalizar deixo mais alguns que encontrei e deixo apenas para discussão nos comentários, o que você vê de errado em uma empresa postar isso no Twitter? (sim estes também foram retirados de perfis de empresas)
“=(“
“Obrigada a todas as gatonas que nos indicaram no #followfriday! ))) Ficamos muuuuito felizes!”
“É hoje!!! Brasil na Copa!!! Brasil ziu ziu!!!”
“Acabo de completar “Seus olhos “dizem” o que?” e meu resultado foi: Sou inteligente! Experimente:”
“Alguém aí pode fazer uma reza bem forte para o site do sorteio parar de dar erro e funcionar normalmente!?”
“A seleção Brasileira é patrocinada pela XX. Se fosse pela XX, jamais perderíamos para a Holanda”
“Quem não gosta dos nossos refrigerantes é americanizado! XX é BRASIL!”
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